Mais do que um simples adesivo na garrafa, o rótulo é a identidade do vinho, sua assinatura no mundo. Ele conta tudo sobre “quem” é aquele vinho: a safra, a origem, o teor alcoólico, a uva e até dicas para harmonizar. Mas o que pouca gente sabe é que essa tradição vem de muito, muito tempo atrás…
Lá no Egito Antigo, por volta de 1.300 a.C., os faraós já tinham o costume de identificar seus vinhos. Eles escreviam em papiros informações sobre o ano da colheita, a região e o nome do produtor. Nada de garrafas naquela época – o vinho era armazenado em ânforas de cerâmica, cuidadosamente rotuladas.
Avançando um pouco no tempo, encontramos Dom Pierre Pérignon, o lendário monge beneditino do século XVII. Ele queria garantir que cada garrafa de seu famoso espumante tivesse uma identidade própria, então passou a rotulá-las com pergaminhos amarrados ao gargalo.
Mas foi só com a chegada das garrafas de vidro que os rótulos, como conhecemos hoje, começaram a ganhar forma. No século XIX, com o crescimento do comércio de vinhos, eles deixaram de ser apenas identificadores e passaram a transmitir a história, a tradição e a qualidade de cada vinho.
Hoje, os rótulos são muito mais do que informativos – eles são verdadeiras obras de arte! Cada um carrega um pouco da alma da vinícola, tornando a experiência de escolher e degustar um vinho ainda mais especial. Então, da próxima vez que abrir uma garrafa, repare bem no rótulo. Ele tem muito a dizer!