
Você já se deparou com um vinho que tem escrito bem grande no rótulo “Malbec”, “Cabernet Sauvignon” ou “Chardonnay” e ficou na dúvida se isso quer dizer algo além do nome bonito? Pois bem, esse tipo de vinho é chamado de varietal.
Mas o que isso significa, na prática? Um vinho varietal é aquele que leva no rótulo o nome da uva (ou uvas) que dominam sua composição. O mais comum é o chamado de monocasta ou monovarietal, feito com uma única variedade de uva tipo um Malbec argentino ou um Sauvignon Blanc chileno. Mas também existem os bivarietais (quando duas uvas dividem o protagonismo, como Cabernet-Shiraz, muito comum na Austrália) e os trivarietais (um bom exemplo é a linha Trio, da Concha y Toro, no Chile).
Na real, essa história de colocar o nome das uvas no rótulo é uma estratégia de marketing e faz sentido! Ajuda a vida de quem está começando a explorar o mundo dos vinhos e ainda não conhece as regiões produtoras. Por isso, é uma prática bem comum nos países do chamado Novo Mundo (como Argentina, Chile, Austrália, EUA…).
Já na Europa, o costume é outro. Por lá, o mais importante é a origem do vinho, ou seja, a região produtora. Um exemplo clássico é a Borgonha, na França. Os tintos de lá são quase sempre feitos com Pinot Noir, e os brancos com Chardonnay. Só que, em geral, isso nem aparece no rótulo a menos que o vinho seja feito para exportação e o produtor queira facilitar a vida do consumidor.
Ah, e se o vinho for feito com mais de uma uva, ele também pode ser chamado de corte, blend, mescla ou assemblage tudo a mesma coisa, só muda o idioma.
Curiosidade: uma das poucas regiões da Europa onde os vinhos são rotulados com o nome da uva é a Alsácia, também na França. Lá é super comum encontrar garrafas com nomes como Riesling, Gewürztraminer e afins estampados no rótulo.
Então, da próxima vez que você pegar um vinho na prateleira e ver o nome de uma uva no rótulo, já sabe: ele é um varietal e isso te dá uma bela pista sobre o que esperar da bebida.