Vinho: Quanto mais velho, melhor?

Esse ditado é famoso mas será que é verdade? Vamos entender de onde vem essa ideia.

Tudo começou no século XVII, quando comerciantes ingleses passaram a comprar vinhos da região do Douro, em Portugal. Para aguentar as longas viagens até a Inglaterra, os produtores adicionavam aguardente vínica ao vinho, criando o que hoje conhecemos como vinho do Porto.

O curioso é que alguns desses vinhos, ao voltarem para Portugal após não serem vendidos, estavam ainda melhores. O tempo e a fortificação haviam transformado o sabor. A partir daí, surgiu o hábito de envelhecer o vinho propositalmente e com ele, o famoso ditado: “Quanto mais velho, melhor.”

Mas a verdade é que isso só vale para alguns vinhos. Hoje, mais de 90% dos rótulos são feitos para serem consumidos jovens, com até 3 anos de safra. São leves, frutados e prontos para beber e envelhecer esses vinhos pode até prejudicar o sabor.

Por outro lado, vinhos de guarda (com boa acidez, taninos firmes e, muitas vezes, passagem por madeira) realmente melhoram com o tempo, ganhando complexidade e aromas incríveis.

“Quanto mais velho, melhor” só funciona para o vinho certo. Se for um vinho simples, o tempo não vai ajudar mas se for um vinho estruturado, pode transformar totalmente a experiência.

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