Fermentação alcoólica vs. fermentação malolática: qual é a diferença?

Se você está se aventurando no universo do vinho, provavelmente já ouviu esses dois termos meio “científicos” que aparecem em conversas de sommeliers, rótulos ou visitas a vinícolas: fermentação alcoólica e fermentação malolática.
Mas afinal, o que é cada uma delas? E por que isso importa na hora de escolher (ou entender) um vinho? Calma que a gente explica tudo de um jeito simples.

Fermentação alcoólica: a base de tudo
É o processo principal da produção do vinho. As leveduras transformam o açúcar das uvas em álcool e gás carbônico, além de liberar compostos que influenciam o sabor e o aroma.
– É aqui que o suco vira vinho, literalmente.
– Acontece em todos os vinhos.

Fermentação malolática: o toque macio
Depois da fermentação alcoólica, pode rolar a fermentação malolática. Aqui, bactérias convertem o ácido málico (mais azedinho) em ácido lático (mais suave).
– Deixa o vinho mais macio, menos ácido.
– É comum em vinhos tintos e em alguns brancos (como certos Chardonnays amanteigados).

Dá pra sentir a diferença na taça?
Com um pouco de treino, sim! A fermentação malolática traz sensações mais arredondadas, uma acidez mais leve e, às vezes, aquele cheiro gostoso de manteiga derretida ou creme.
Já vinhos que não passam por fermentação malolática tendem a ser mais vivos, vibrantes e com acidez mais acentuada — perfeitos pra quem curte vinhos frescos e leves.

Portanto, a fermentação alcoólica é a responsável por transformar o suco da uva em vinho. Já a fermentação malolática entra depois, como um acabamento, trazendo mais suavidade e complexidade — ou não, tudo depende do estilo que o produtor deseja.

Na próxima taça, vale a pena prestar atenção: seu vinho está mais fresco ou mais amanteigado? A resposta pode estar justamente no tipo de fermentação.

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